sábado, outubro 08, 2005

Amizade


(...)...E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
- Que quer dizer "cativar"?
(...)
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
-Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um menino inteiramente igual a cem mil outros meninos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
(...)
Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, outubro 06, 2005


Já te disse o quanto adoro o teu olhar?

Ou que amo o teu sorriso?

E que gosto da maneira com que tratas as palavras?

Já te disse que se viver 100 anos serão poucos para te explicar o que sinto por ti?

Por ti...

Só por ti...

Que fazes com que o sol brilhe ou a nuvem molhe,
que rasgas-me sorrisos,
Proteges-me de perigos...

Fazes-me chorar e fugir deste Mundo só para te abraçar...
Talvez nunca te tenha dito as palavras certas,
nos momentos certos,
talvez nunca tenhas visto o brilho que me invade os olhos,
o sabor do teu olhar,
A dor que sinto por não te abraçar, a paixão... este amor, este amor que se apoderou do meu coração...
Gosto de ti como gosto do sol, da Lua que ama a noite de uma rua, está é a verdade nua e crua...

terça-feira, outubro 04, 2005



Ha imenso tempo que não escrevo nada... isso deve-se sem duvida a falta de tempo... e acho que so aqui venho quando ha uma razão, uma revolta comigo mesmo e aqui estravazo a minha mágua. Neste momento a vida corre-me bem... mas isso é relativo... Nada me garante que não esteja aqui amanha a escrever que fui despedido ou que fiquei só... mas isso niguem sabe...
Hoje estou a ouvir umas musicas mt boas.. que me fazem lembrar a infançia.. "Roupa Nova"
nem estava para aí virado... mas os amigos fazem-nos mudar os gostos (alguns)...
Ontem fui ver um jogão do benfica ao estadio da luz... foi 5 estrelas...